Evolução do Silicone: o que mudou na aplicação das próteses ao longo do tempo?

Das primeiras próteses até o modelo atual. Tudo sobre a evolução dos implantes de silicone

Colocar silicone é o sonho de muitas mulheres  não apenas por uma questão de modismo, mas porque boa parte se sente insegura com o tamanho dos seios. É uma questão de autoestima, de se sentir bem consigo mesma.

O Brasil é um dos países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Sem dúvidas, um dos procedimentos mais realizados é o implante de prótese de silicone. Porém, há mulheres que têm medo de realizar o procedimento e acabam recorrendo a certos truques para disfarçar o tamanho dos seios. Para tirar todas as dúvidas vamos mostrar como as próteses de silicone surgiram e foram evoluindo com o passar dos anos.

Surgimento

A primeira tentativa de aumentar as mamas não foi bem sucedida. O procedimento foi realizado em 1985, por um médico alemão que estava tentando aproveitar um lipoma, ou seja, um tecido de gordura das costas de uma paciente para aumentar uma das mamas dela que estava com tamanhos diferentes.

Contudo, foram realizadas outras tentativas no início do século XX de injetar nas mamas vários tipos de materiais, como cartilagem de boi, parafina, gordura animal e até o silicone, porém, todos procedimentos foram mal sucedidos.

Isso também ocorreu no início dos anos 50. Uma variedade de materiais foi testada, como bolas de vidro e implantes de esponja.  Curiosamente, no caso dos implantes de esponjas, por algum motivo eles encolhiam e viravam esferas do tamanho aproximado de uma bola de tênis.

Aqui vai outro fato curioso. Algumas mulheres japonesas foram as primeiras a aplicar silicone industrial diretamente na mama com intuito de agradar os soldados americanos no fim Segunda Guerra Mundial. Mas esta prática foi considerada muito perigosa pois acarretava uma série de complicações que iam desde infecção até gangrena.

Concretização

No entanto, foi em 1961, em Houston no Texas (EUA) que os médicos Thomas Cronin e Frank Gerow, criaram e realizaram a primeira cirurgia bem sucedida com implantes de silicone nas mamas.

Outro fato interessante é que foi neste período que o plástico começou a ser usado ao invés do vidro. Thomas e Frank perceberam que uma bolsa de transfusão de sangue era muito semelhante à consistência de uma mama. Além disso, a primeira paciente foi uma voluntária que apenas queria remover uma tatuagem de rosas localizada nas mamas, mas acabou entrando para a história ao receber o primeiro implante realizado com sucesso.

Já Timmie Jean Lindsey, uma americana mãe de seis filhos, foi a primeira mulher a receber um implante de silicone, já como técnica estética, para aumentar o tamanho dos seios, em 1962, e a partir de 1963, começou a ser comercializado nos Estados Unidos.

Avanços nos últimos anos

Atualmente além de existir diversas opções de próteses, o procedimento está cada vez mais seguro devido a tecnologia e os resultados que a cada dia que passa, possuem um aspecto natural desejado por muitas mulheres, o que sem dúvida é extremamente positivo.

Com os avanços, atualmente é possível escolher o tipo de prótese adequado para cada pessoa. Por exemplo, os implantes salinos podem ser preenchidos após serem inseridos, o que proporciona excelentes resultados.

Além de ter mais duração, os implantes não oferecem mais riscos de ruptura ou vazamento. Boa parte dos atuais implantes são compostos de um gel, que caso a  camada externa de um implante venha a rompe-se o gel irá se manter no mesmo lugar, sem nenhum risco.

Novas técnicas

Além dos avanços nas próteses a forma com elas são inseridas também mudou ao longo dos anos. O método tradicional, e que ainda é utilizado é através de incisão sob a dobra da mama ou em alguns casos ao redor da axila ou aréola. Os novos métodos de incisão surgiram com intuito de ocultar melhor a cicatriz.

Outras opções

Algumas mulheres procuram métodos diferentes por medo de algum tipo de rejeição do corpo em relação às próteses, o que raramente acontece. Mas para as que procuram outra alternativa existe a transferência de gordura. Neste procedimento a gordura é removida de outras partes do corpo, como a área abdominal, quadris ou coxas através da lipoaspiração, e logo após é ela é injetada nas mamas. Para as mulheres que querem apenas um aumento leve ou moderado, essa é uma excelente opção de procedimento. Mas se quer um aumento expressivo, devem optar pelas próteses.

Recuperação

Antigamente, o tempo de recuperação após a colocação de implante era um pouco longo e incluía repouso e dias de cama. Mas agora, em poucos dias, as mulheres podem voltar a sua rotina normalmente.

Isto acontece através de escolhas que vão desde a localização da incisão, a colocação do implante e também o tamanho da prótese. A forma como esses três processos são feitos influencia diretamente no tempo de recuperação.

Algumas dúvidas sobre implante de silicone

Outro fator determinante da hora de optar ou não pelo silicone está nos questionamentos sobre o desenvolvimento de possíveis doenças. Abaixo algumas das dúvidas mais comuns

A prótese causa câncer de mama?

O câncer é uma doença que está ligada a diversos fatores, como por exemplo o estilo de vida, alimentação etc. Por isso há diversos estudos que comprovam que a prótese de silicone não induz a formação de tumores.

A prótese impede o diagnóstico do câncer de mama?

A prótese é colocada abaixo da glândula mamária e o fato de ter implantes não interfere nos exames, como a de palpação. Já na mamografia, são utilizadas algumas técnicas especiais pelos radiologistas. Como a “Manobra de Eklund”, onde a prótese é direcionada para cima e para trás, facilitando a exposição apenas do tecido mamário durante a realização do exame. Então, não. O fato de ter prótese não impede o diagnóstico, porém, algumas medidas especiais devem ser tomadas nestes pacientes

A prótese pode impedir o aleitamento e a amamentação?

Não. Como foi mencionado antes, a prótese sempre é colocada abaixo da glândula mamária e após a cicatrização das incisões, a tendência é de funcionamento adequado da glândula, permitindo que se realize a amamentação normalmente.

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